Futuro

Projeto educacional Futuro do Design

Até a década de 1980, uma peça de design, seja uma ilustração, um layout de uma revista, ou um mobiliário, precisaria ser desenvolvida com papel, tesoura, e ferramentas como canetas, marcadores, pincéis e tinta. Do final desta década à diante, passamos a trabalhar com o computer aided design (CAD), e a computação se >tornou parte do processo do design, através de ferramentas como o Autodesk AutoCAD, Micrografx Designer, Macromedia Freehand, Ventura Publisher, Aldus Pagemaker, Adobe Photoshop, dentre inúmeros outros softwares criados desde então.

Foi em 1974 que Muriel Cooper deixou a editora do Massashussets Institute of Tecnology (MIT Press) para fundar o Visible Language Workshop (VLW) no MIT, um laboratório voltado à experimentação gráfica criado antes mesmo do MIT Media Lab. Cooper foi uma das pioneiras no uso de novas tecnologias aplicadas ao design e uma das primerias designers a acreditar no potencial transformador da computação sobre o design gráfico, especialmente quanto ao código computacional como ferramenta de design.

Cooper foi profundamente influente sobre um de seus estudantes, John Maeda, que na década de 1990 fundou, já no MIT Media Lab, o grupo de pesquisa Aesthetics + Computation Group e o projeto Design By Numbers que visavam ensinar artistas, designers, e outros estudantes de campos da criatividade a usar programação como ferramenta de trabalho.

Design by Numbers. John Maeda, 1998. Precursor do Processing.

Maeda é, provavelmente, um dos grandes responsáveis pela disseminação do campo da programação criativa (também conhecida por tecnologia criativa, código criativo, ou poéticas computacionais), unindo programação à arte. Ele participou da fundação e do conselho do Interaction Design Institute Ivrea (IDII), e lá, orientou seus doutorandos Ben Fry e Casey Reas na finalização do ambiente de programação Processing, destinado a facilitar o acesso de artistas e designers ao código computacional. Foi também em Ivrea que Hernando Barragán criou, sob supervisão de Reas, o circuito de prototipação para computação física Wired, que mais tarde se tornou o conhecido board Arduino.

As influências do Visible Language Workshop de Cooper, do Aesthetics + Computation Group de Maeda, e de todo o desenvolvimento realizado em Ivrea (considerado uma Bauhaus para o design computacional), são profundas para todo o campo das mídias computacionais, e se disseminaram no Brasil ao longo de algumas universidades e cursos de vanguarda. Um destes locais foi o bacharelado em Design de Interfaces do Centro Universitário Senac São Paulo, nos seus laboratórios de Pesquisa em Ambientes Interativos (LPAI) e de Interação e Usabilidade (LIU), dos quais fez parte o Prof. Dr. Guilherme Ranoya. É com o mesmo intuito, como proposto pelos pioneiros do design algoritmico, que o projeto Futuro do Design foi criado: dada a ubiquidade da computação em nossas vidas na atualidade, parece ainda mais necessário que seu próprio tecido - o código computacional - se torne uma ferramenta de design.

produtos

Produtos do projeto

Introdução aos materiais da mídia computacional

Disciplina de graduação que introduz o código computacional como matéria prima para construção de artefatos digitais.
Design generativo / paramétrico

Disciplina de graduação que desenvolve habilidades e competências de programação para a atividade de design.
Ciência de dados na prática para quem não é cientista de dados

Curso de extensão que trabalha as bases da ciência de dados para uso nas Ciências Sociais Aplicadas.
O tecido das tecnologias criativas

Livro digital-interativo, disponível online, com volumes dedicados à cada uma das principais linguagens utilizadas para o código criativo, como Processing, P5, Javascript, HTML e CSS, contando com um interpetador de live-code embutido que permite aos códigos apresentados como exemplo serem modificados em tempo-real; Compõe também o material um volume inteiramente dedicado à discussão da computação como uma mídia. O livro interativo é um projeto em andamento, que incorpora progressivamente novos capítulos e novas discussões, como um material vivo em constante revisão.
Computação para o resto de nós
Quando Symour Papert Criador da linguagem de programação Logo começou a ensinar programaçào de computadores para crianças em 1967, ele não estava tentando evitar uma escassez de mão de obra de programadores. Ele estava ensinando programação porque achava que era uma ferramenta poderosa para pensar (Papert, 1980). [...] Quando Kemeny e Kurtz inventaram o Basic em 1964, eles fizeram isso para dar a todos acesso aos computadores mainframe em Darmouth (Kemeny & Kurtz, 1985). Kemeny e Kurtz também não estavam preocupados em produzir desenvolvedores de software [...] Compreender como preparar os alunos para se tornarem desenvolvedores de software eficazes é uma necessidade crítica. Mas há outras necessidades, e há outros propósitos para a programação.

(GUZDIAL, Mark. Computing for Other Disciplines in The Cambridge Handbook of Computing Education Research, Cambridge: Cambridge University Press, 2019. Pg. 584. Tradução: Alexandre Villares)
registros

Registros Audiovisuais

pcdbr

Processing Community Day Brasil

Versão nacional do evento realizado no mundo todo com o objetivo de promover o acesso e a literacia das tecnologias criativas, facilitando seu uso para artistas, designers e criadores em geral.

O evento brasileiro acontece anualmente, contando com palestras, workshops, performances, e uma exposição virtual com obras elaboradas através de programação criativa.

ferramentas

Ferramentas

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referências

Referências externas

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Guilherme Ranoya
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